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Pesquisa dinamarquesa acompanhou gestantes e seus filhos até os 7 anos de idade para obter os resultados

LONDRES – Mulheres que bebem uma taça de vinho por semana têm crianças mais bem comportadas e mais ajustadas emocionalmente em comparação com aquelas que se abstêm, segundo uma nova pesquisa da psicóloga Janni Niclasen, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.

A psicóloga descobriu que mulheres que bebiam 90 unidades alcoólicas ou mais – dez garrafas de vinho branco com 12% de álcool por volume (ABV, na sigla em inglês) tinham filhos que, aos 7 anos de idade, apresentavam maior estabilidade emocional e eram mais bem comportadas.

– À primeira vista não faz sentido, já que o álcool durante a gravidez não traz benefícios para o bebê, mas ao olhar para o estilo de vida dessas mães eu encontrei a explicação – disse Janni ao “Daily Mail”.

Em geral, essas mulheres que bebem moderadamente costumam ser mais graduadas (no nível educacional) e investir em um estilo de vida mais saudável. Neste tipo de investigação, segundo ela, é importante levar em consideração fatores psicológicos, tais como o envolvimento de mães e filhos.

– Já sabemos que o envolvimento é muito importante e determinante para a saúde mental e cognitiva da criança – observou a pesquisadora.

Neste trabalho ela consultou a população estudada pelas autoridades dinamarquesas desde o nascimento, com informações sobre álcool e gravidez. Só foram examinados mulheres que tinham um consumo pequeno de álcool durante a gestação, então os resultados não mostram os efeitos em filhos de mães que tinham consumo excessivo.

A população do estudo entre 1996 e 2002 era de cem mil grávidas dinamarquesas, entrevistadas sobre seu consumo de álcool em três ocasiões diferentes: duas na gravidez e uma quando o bebê completava seis meses de nascimento. Quando as crianças completavam 7 anos, 37 mil mulheres que tinham passado pelas três entrevistas anteriores eram contatadas novamente. O objetivo era rastrear o comportamento, as emoções e o relacionamento de crianças e adolescentes, mas não incluía fatores psicológicos, sociodemográficos e estilo de vida.fonte: O Globo

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