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Diversas empresas estão desenvolvendo tecnologias de processamento artificial do cérebro (Foto: Wikimedia)

O novo projeto de Elon Musk prevê a criação de uma interface direta entre o cérebro humano e os computadores

Desde que o ENIAC, o primeiro computador digital eletrônico de grande porte foi inventado em 1946, os seres humanos e as máquinas têm seguido um caminho em direção a uma integração cada vez maior. Os computadores de pequeno porte para uso pessoal surgiram na década de 1980. Hoje, os notebooks, palmtops, smartphones e outros dispositivos móveis são usados por milhares de pessoas.  Os laboratórios de computação científica estão cada vez mais sofisticados. Portanto, como conclusão lógica, em algum momento será possível criar uma interface direta entre o cérebro humano e os computadores.

Pelo menos é o que pretende Elon Musk, um empresário inovador do setor de tecnologia, com a criação da Neuralink, uma empresa voltada para o desenvolvimento de implantes cerebrais destinados ao tratamento e diagnóstico de doenças neurológicas. Mas Musk tem projetos mais ambiciosos. Muitas vezes ele escreveu mensagens enigmáticas no Twitter referindo-se à “rede neural”, um conceito de ficção científica criado pelo escritor Iain M. Banks, que descreve uma relação simbiótica da máquina com o cérebro.

Mas a nova empresa de Musk não é a única a investir no desenvolvimento de tecnologias de processamento artificial do cérebro. A empresa Kernel, fundada em outubro de 2016 por Bryan Johnson, com um investimento de US$ 100 milhões, quer desenvolver implantes cerebrais para o tratamento de doenças neurológicas, como acidentes vasculares cerebrais (AVC) e doença de Alzheimer.

Porém os projetos de Johnson e Musk não são inovadores. Na década de 1970, as primeiras cirurgias de implantes cerebrais, como o do implante protético, que detecta sinais visuais, e o do implante coclear, que restaura a função auditiva de pessoas surdas, transformaram o cotidiano de pessoas com deficiência física.

Outra abordagem de estímulos cerebrais está sendo testada por um grupo de pesquisadores da Universidade Internacional da Flórida, em Miami, liderada por Sakhrat Khizroev. Khizroev e sua equipe usam partículas magnetoelétricas minúsculas que interagem com o campo elétrico gerado por uma célula nervosa individual.

Por sua vez, no experimento desenvolvido por José Carmena da Universidade da Califórnia, Berkeley, e seus colegas, os dispositivos do tamanho de um grão de arroz convertem a energia ultrassônica em eletricidade para estimular células nervosas ou musculares.

No entanto, apesar da evolução da microeletrônica, que permite inserir componentes miniaturizados no cérebro, ainda existem muitos desafios a vencer, como Polina Anikeeva e seus colegas do Massachusetts Institute of Technology (MIT) mostraram em um artigo publicado na revista científica Nature Reviews Materials.

Opinião & Noticia

Fontes:
The Economist-Elon Musk enters the world of brain-computer interfaces

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