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No futuro, o registro de dados de detecções de ondas gravitacionais será uma rotina (Foto: YouTube)

As recentes detecções do fenômeno das ondas gravitacionais abriram uma nova janela para o estudo do universo

Em 2016, uma das notícias mais importantes no campo da ciência, foi o anúncio da detecção das ondas gravitacionais, um fenômeno previsto na teoria geral da relatividade de Albert Einstein. Com base em evidências indiretas, os cientistas suspeitavam que essas ondas, ou ondulações na curvatura do espaço-tempo, existiam. Por fim, em setembro de 2015 pesquisadores do Observatório de Interferometria a Laser de Ondas Gravitacionais (LIGO), com sede nos Estados Unidos, observaram distorções no espaço-tempo causadas pela fusão, há 1,3 bilhão de anos, de dois buracos negros, com uma massa entre 29 e 36 vezes maior que a do Sol. A descoberta foi anunciada ao público em fevereiro de 2016.

Três meses depois, uma segunda explosão de ondas gravitacionais provocada pela fusão de buracos negros foi detectada pelo LIGO. E em 1º de junho, o relatório do LIGO anunciou uma terceira detecção em 4 de janeiro de 2017. A primeira detecção foi uma descoberta espetacular da física, que talvez dê um prêmio Nobel aos pesquisadores do projeto. Mas a segunda e a terceira pertencem ao campo da astronomia, com uma nova maneira de olhar o Universo.

No futuro, com a construção de novos instrumentos, o registro de dados de detecções de ondas gravitacionais será uma rotina. O observatório europeu Virgo, com sede na Itália, deverá atingir sua capacidade plena de detecção de ondas gravitacionais em 2018. No mesmo ano, o Japão pretende iniciar as atividades do detector KAGRA, que está sendo construído em Kamioto, a noroeste de Tóquio. Um quarto detector deve começar suas operações em 2024, na Índia.

Em um projeto ainda mais audacioso, a Agência Espacial Europeia planeja lançar, em 2030, o Lisa Pathfinder, um conjunto de três satélites que formarão um observatório espacial de detecção desses fenômenos. Assim, em alguns anos será possível registrar diversos sinais de ondulações no espaço-tempo, com resultados fantásticos para a pesquisa no campo da astronomia.

Opinião & Noticia

Fontes:
The Economist-Gravity-wave detectors offer a new way to look at the universe

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