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Enquanto a maioria dos fabricantes de automóveis está expandindo sua área de atuação, a GM está reduzindo sua produção de automóveis (Foto: Wikimedia)

Apesar da mudança da estratégia de negócios da General Motors, o preço das ações da empresa ainda não atende às expectativas dos investidores

A sede da General Motors (GM) é mais alta do que os outros arranha-céus no centro de Detroit, um sinal de que a empresa ainda domina o mercado americano. No entanto, enquanto a maioria dos fabricantes de automóveis está expandindo sua área de atuação em resposta aos inúmeros desafios da indústria automobilística, a GM está reduzindo sua produção de automóveis.

Junto com a Volkswagen, Toyota e Renault-Nissan, a GM fabricou cerca de 10 milhões de carros no ano passado. Porém, apesar dos lucros recorde em 2015 e 2016 e do desempenho sólido este ano, o preço das ações permanece quase estagnado desde a oferta pública de ações na bolsa de valores em 2010, em seguida ao pedido de recuperação judicial após a crise financeira de 2008.

A redução de suas operações começou em 2015, quando fechou as fábricas na Rússia e na Indonésia, e diminuiu a produção de carros na Tailândia. Em março, a GM retirou-se do mercado europeu com a venda da Opel para o grupo francês PSA. Logo depois, em maio, a GM anunciou que não venderia mais veículos na Índia e na África do Sul.

A decisão da GM de fabricar 8,5 milhões de automóveis por ano indica que os lucros são a sua prioridade. Na estimativa do banco de investimento Jefferies, as receitas em 2017 terão uma queda de um décimo, mas os lucros antes do pagamento dos juros e impostos aumentarão de 2% a 3%. Segundo o presidente da GM, Dan Ammann, a empresa deve se concentrar em áreas onde tem uma participação de mercado forte, ou que pode se fortalecer, com margens de lucros generosas. Os Estados Unidos e a China atendem aos seus requisitos. Por outro lado, apesar dos prejuízos atuais da GM na América Latina, a região tem um bom potencial de mercado.

Mas a indústria automobilística tem uma longa história de problemas cíclicos. As vendas de carros no mercado americano atingiram um pico, mas a China registrou uma queda nas vendas de veículos. Enquanto isso, a incerteza em relação ao futuro não dá aos investidores da GM o retorno esperado nas ações negociadas na bolsa de valores. Com a revolução nos meios de transporte pessoal de gigantes da tecnologia, como a Apple e o Google, o futuro parece ainda mais incerto.

Opinião & Noticia

Fontes:
The Economist-General Motors is getting smaller but more profitable

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