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Em vez de substituir pessoas, como alguns robôs anteriores, o ‘cobot’ é projetado para trabalhar em equipe (Foto: Reprodução/Youtube)

Os novos robôs colaborativos são projetados para interagir nas fábricas com pessoas em um trabalho de equipe

 Há pouco tempo, a Tuthill Plastics Group, uma empresa de fabricação de plástico em Clearwater, Flórida, admitiu um novo funcionário em sua fábrica. Desde o primeiro dia de trabalho, ele realizou as tarefas repetitivas que lhe foram exigidas com destreza, ao lado de funcionários antigos. Sawyer é um tipo de robô que está sendo usado em fábricas do mundo inteiro. Em vez de substituir pessoas, como alguns robôs anteriores, Sawyer é um robô colaborativo, ou “cobot”, como o apelidaram, projetado para trabalhar em equipe.

A interação entre robôs e seres humanos no trabalho está mudando o processo de produção industrial. Essa interação também significa que os especialistas em robótica precisam projetar colegas de trabalho eficientes e, ao mesmo, que saibam conviver em lugares onde os pensamentos, as formas de comunicação e a segurança dos trabalhadores são fatores importantíssimos. A Rethink Robotics, com sede em Boston, pensou nesses detalhes quando projetou Sawyer, um cobot de um só braço, e seu colega de dois braços, Baxter. Esses robôs também são equipados com câmeras e sensores táteis. E a característica mais notável é uma tela que exibe traços e expressões de rostos humanos, como em um filme de desenho animado.

Esses rostos destinam-se a promover a comunicação entre os robôs e as pessoas. Por exemplo, quando alguém quer tomar café, em geral, olha primeiro para a xícara antes de pegá-la. Sawyer imita esse ato instintivo ao “olhar” primeiro na direção do caminho a seguir. Assim, as pessoas antecipam seus movimentos.

Agora, pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) estão aperfeiçoando ainda mais a comunicação entre Baxter e seus colegas de trabalho, dotando-o da capacidade de ler sinais cerebrais. Daniela Rus e sua equipe no MIT equiparam uma versão experimental do Baxter com um sistema de decodificação do exame de eletrencefalograma (EEG). Por meio de elétrodos presos no couro cabeludo de um colega, o robô identifica padrões característicos de erros. Assim, Baxter é capaz de perceber o erro e corrigi-lo. Mas existem também formas menos invasivas de estabelecer uma comunicação entre os seres humanos e as máquinas, como reconhecimento facial e comando de voz.

Os cobots não são uma novidade no setor industrial. Em 2013, a fabricante de automóveis alemã BMW começou a usar um robô colaborativo em sua fábrica em Spartanburg, Carolina do Sul. Esse primeiro cobot, apelidado de Srta. Charlotte por seus colegas, ainda é responsável pela colocação de isolamento acústico nas portas dos carros. Mas agora a fábrica tem mais de 40 robôs e, segundo estimativas, esse número deverá aumentar para 60 robôs até o final do ano.

De acordo com a empresa de pesquisa Research and Markets, as vendas de cobots para a indústria automobilística devem aumentar mais de 40% por ano nos próximos cinco anos. É o admirável mundo novo da parceria homem-máquina do século XXI.

Opinião & Noticia

Fontes:
The Economist-For robots to work with people, they must understand people

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