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‘Não há como negar que estamos reavaliando’, segundo o assessor especial do Ministério do Planejamento (Fonte: Reprodução/Divulgação)

Dados do Ministério do Planejamento mostram que esses benefícios consumiram R$ 16,6 bilhões em 2016

A equipe econômica do governo estuda a possibilidade de cortar benefícios concedidos a servidores públicos. Dados do Ministério do Planejamento mostram que esses benefícios consumiram R$ 16,6 bilhões em 2016.

São ao todo nove tipos de auxílios que estão na mira do governo, como alimentação, transporte, moradia e assistência médica. Os benefícios em questão, que complementam os salários do funcionalismo público, são pagos a servidores de todos os poderes.

Como o Executivo não pode interferir nas despesas de outros poderes, nem tudo deve ser reavaliado neste momento. Mas apenas os auxílios concedidos aos servidores do Executivo custaram R$ 12,9 bilhões em 2016.

De acordo com o assessor especial do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima Júnior, coordenador do Comitê de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas, “o servidor público tende a ganhar uma remuneração muito maior, especialmente na União, em relação ao salário médio da iniciativa privada”.

“Não temos como antecipar nenhuma medida, mas não há como negar que estamos reavaliando”, disse ainda Arnaldo Lima Júnior.

Além da discussão de novas medidas de ajuste dos gastos com pessoal, também tem sido discutido o adiamento dos reajustes dos salários dos servidores do Executivo no próximo ano.

Servidores acabam ganhando acima do teto do funcionalismo — de R$ 33.763 — por conta desses auxílios que complementam seus salários. Algumas propostas visam incluir no cálculo do teto alguns desses benefícios, mas acabam não avançando no Congresso em função da resistência das categorias.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos, Antonio Tuccilio, o governo não pode concentrar o ajuste só no funcionalismo, uma vez que ainda há muita coisa para ser cortada, incluindo desonerações tributárias. Tuccilio admite, no entanto, que há uma parcela de servidores com “privilégios”, como parlamentares, juízes e integrantes do Ministério Público. “Tem uma distorção muito grande, e o povo fica contra o servidor por essas coisas que acontecem com um grupo de privilegiados”, ressaltou.

Opinião & Noticia

Fontes:
Estado de Minas – Benefícios concedidos a servidores públicos podem ser próximo alvo de cortes do governo

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